Presidente do CREMERN afirma que médicos, do grupo de risco para Covid-19, são ameaçados com cortes de salários

Uncategorized | abr 13 | 2020 | No Comment

Como parte dos trabalhos da comissão parlamentar de acompanhamento da lei de calamidade pública, originada pelo COVID-19, Sandro Pimentel participou de uma nova  reunião online, nesta segunda (13). Os deputados ouviram o Presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN), Dr. Marcos Lima de Freitas.

Em sua intervenção, Sandro questionou sobre a presença do CREMERN em comitês de crise que lidam com o Coronavírus. Marcos respondeu que apesar de não fazer parte de comitês de crise, o CREMERN mantém contato com as autoridades sanitárias estaduais e municipais.

O deputado do PSOL também questionou sobre a necessidade de que os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) também cheguem aos locais que estão fazendo consultas eletivas e atendimentos ambulatoriais, pois esses profissionais estão em risco. O presidente do CREMERN reforçou que a orientação é que esses profissionais usem EPI e que o Conselho fará um texto de recomendação para todos os seus associados orientando o uso da proteção individual em consultas eletivas e em exames laboratoriais.

Marcos reforçou que os usuários que se sentirem prejudicados, por atendimentos em que os profissionais de saúde estejam sem EPI, podem fazer denúncia ao CREMERN.

Ao finalizar sua intervenção na Reunião, Sandro questionou sobre a suspensão do pagamento de insalubridade para médicos do estado que são do grupo de risco para Covid-19, e estão impossibilitados de atender presencialmente.

O presidente do Conselho confirmou a informação e disse que alguns médicos estão sendo ameaçados com corte de salários, já que não estão indo trabalhar devido ao risco de contaminação.  Ele afirmou que caberia aos gestores encontrar formas mais eficientes para que esse médico, que pertence ao grupo de risco, consiga servir a população sem o risco de adoecimento. Marcos chegou a sugerir a adoção da telemedicina, como uma alternativa neste momento, para garantir segurança para os profissionais da saúde.