Audiência debate crise política, eleições diretas, reformas e greve geral

Ação do Mandato | jun 28 | 2017 | No Comment

Texto: Cláudio Oliveira – Assessoria da Câmara Municipal de Natal 
Foto: Marcelo Barroso Assessoria da Câmara Municipal de Natal 

Com a convocação de uma greve geral para a próxima sexta-feira (30) foi realizada nesta manhã (28) uma audiência pública na Câmara Municipal de Natal, proposta pelo vereador Sandro Pimentel (PSOL), para debater a atual crise política, corrupção, eleições diretas para presidente e mobilização para o movimento grevista. Participaram militantes de movimento sociais, sindicalistas, além dos vereadores Klaus Araújo (SD), Sueldo Medeiros (PHS) e Eleika Bezerra (PSL).

Sandro Pimentel destacou que os governos municipal, estadual e federal sofrem com o descrédito da população, num contexto de crises econômica, social e política em que reformas impopulares estão tramitando no congresso e os escândalos de corrupção atingem a maioria dos parlamentares. “Quem não se sente contemplado com essa situação e reformas tem que sair das redes sociais e das conversas particulares e levar essa insatisfação para as ruas. A classe política treme quando a população vai às ruas protestar”, pontuou o vereador.

Essa mobilização foi defendida pelos representantes de sindicatos e movimentos sociais presentes. Dário Barbosa, da CSP-Conlutas, relatou que a crise econômica leva à crise política, mas que existe a crise social que é ainda pior. Além disso, destaca que para mudar o quadro político atingido pelos escândalos de corrupção uma eleição direta para presidente não resolve, mas que é preciso processo eleitoral para todos os cargos. “Eleições diretas nem sempre resolvem. Temos um congresso corrupto, um presidente investigado e eles não vão defender os interesses do povo, da classe trabalhadora. Nesse momento o povo tem que ir para as ruas e exigir eleições gerais para todos, com novas regras e mais igualdade para todos os partidos”, sugere o sindicalista.

Para o representante do movimento nacional de juventude JUNTOS, Anderson Castro, cabe aos jovens reforçarem o movimento de protesto junto à classe trabalhadora contra matérias impopulares que tramitam no congresso, como as reformas da Previdência e Trabalhista, bem como a lei das Terceirizações. “Pelo poder de mobilização que estas duas classes têm precisam estar unidas. A crise não foi causada pela população, mas os cortes nos orçamentos de serviços básicos e as reformas miniminizam nossos direitos”, disse. O Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RN), Moacir Soares, reforçou que a mobilização nas ruas é a principal ferramenta para mudar a realidade que o país vive hoje. “São direitos conquistados ao longo de décadas que estão sendo retirados. Para lutar contra esse retrocesso, o povo tem que ir às ruas nesta sexta-feira e mostrar que estamos resistentes”, disse.

Confira a audiência Pública pelo canal da TV Câmara: *https://www.youtube.com/watch?v=PLu_OfHc99M